A resposta é fácil, basta procurar no Google e vão descobrir que foi Emile Berliner. Eu também não fazia ideia e foi isso que fiz, mas a questão é outra. O Microfone, este Microfone, estava desligado desde Setembro e deveria continuar até ao final de Dezembro, mas ligo-o agora porque estou farto que me perguntem se este Microfone acabou e se transformou num programa de televisão ou pelo menos de teleinternet se é que lhe posso chamar isso. A resposta é não. O Microfone é este blogue e é também uma curta rubrica quinzenal no programa Sinfonias de Aço da Rádio Barcelos.
O que originou esta pergunta foi o surgimento de um outro Microfone que diz querer divulgar novas bandas portuguesas. Eu não tenho nada a ver com esse Microfone e não quero divulgar novas bandas portuguesas.
O Microfone, este Microfone em que escrevo é um acto de egoísmo e masturbação escrita do ego. Não quero saber de divulgação de bandas nenhumas, se falo de bandas, discos, concertos ou seja lá o que for é porque gosto ou porque não gosto. Não sou nem faço parte de nenhuma empresa de divulgação, nem tão pouco isto é jornalismo de “qualidade” como esse que se faz nas revistas musicais portuguesas, como este exemplo.
Isto é gonzo journalism do mais puro e duro, e se se derem ao trabalho de olhar para o título do blogue vão ver que isso está lá assinalado, se também não sabem o que é procurem no Google que ele explica-vos.
Quanto às bandas toquem por aí, ganhem dinheiro e prémios, mas não me fodam a cabeça, sobretudo se forem gordos, gritarem ya ya ya ya sob uma trilha sonora muito próxima do trucatrapumcatrapumcatrapum e se chamarem Buraka Som Sistema.
Não sabem do que estou a falar? Estou a falar destas declarações desses nabos à agência Lusa:
“Os portugueses têm que perceber que têm mesmo que votar. Como é que é possível que Moscovo, [onde] a Internet é a 22k, tenha mais votos do que nós? É triste. O pessoal é preguiçoso. Depois querem ver-nos na televisão a fazer coisas bonitas. Mas pronto, muito obrigada pelos votos que tivemos”.
Bem, conseguiram que abandonasse a pornografia por uns momentos para escrever isto e que quebrasse o silêncio, agora aguentem!